segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Cristo, Nossa Vida (T. Austin-Sparks)



Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar...” (Colossenses 3:4)

Um dos objetivos principais do Espírito Santo é conseguir que os crentes realmente sejam identificados com Cristo como o Senhor ressurreto e exaltado, tornar a Sua vida algo real na experiência deles. À medida em que esta era caminha para sua consumação – a manifestação de Cristo – dois fatores se tornam cada vez mais evidentes. De um lado coisas, homens, movimentos, instituições, organizações, etc., predominarão e atrairão multidões após si e as prenderão. De outro lado, com crescente desapontamento e desilusão nessas coisas, uma minoria se voltará para o próprio Senhor, para descobri-lO como Sua vida toda suficiente. Há três características inerentes a tudo isso. Uma é o desenvolvimento inconfundível do princípio do Anticristo; aquilo que definitivamente tomará o lugar de Cristo, ou tentará fazê-lo. A segunda opção por Cristo em um cristianismo feito por homens, uma vida de imitação gerada e conduzida pelo seu próprio impulso. A terceira, uma procura profunda e genuína de realidade, verdade, e conhecimento interior do próprio Senhor. No primeiro caso será a adoração declarada do homem ao poder humano: um excesso tremendo de humanismo; o prodígio e a glória do homem. O terceiro será completamente Cristo como vida. Se o cristão estiver preso a alguma tradição, uma instituição, um movimento ou uma pessoa, o final certamente será de limitação da vida e terminará em confusão, desapontamento ou talvez pior. O Novo Testamento deixa inconfundivelmente claro e enfático que o destino de tudo será “Cristo tudo em todos”. Precisamos aprender que a verdadeira obra do Espírito de Deus é unir todas as coisas ao próprio Cristo. Ele, Cristo, tem que ser a vida de nosso espírito, o “homem interior”, para que sejamos fortes no Senhor; não em nós mesmos, nem em outros, nem em coisas. Teremos que sobreviver à adversidade por Sua força em nosso interior somente. Cristo tem que ser a vida de nossas mentes. A perplexidade achar-nos-á sem o poder para explicar e entender, mas o Espírito no ensinará e guiará. Cristo precisa ser vida para nossos corpos. Existe algo como vida divina para nosso corpo físico. Nem sempre o Senhor decide curar o corpo, mas Ele sempre deseja ser a vida do corpo, mesmo no sofrimento, para cumprir Seu propósito. É o próprio Senhor, e, para que seja, é necessário estar sempre contra a história da nossa natural incapacidade. Do início ao fim, o poder da Sua ressurreição é a lei da união com Cristo. Dias de terrível pressão estão sobre o povo do Senhor. O Seu inimigo tira bem pouca folga. A única suficiência está no próprio Senhor como nossa vida. Barnabé exortou aos crentes, no princípio, para que com firmeza de coração, permanecessem no Senhor (Atos 11:23). Existe aí uma declaração que produzirá forte impressão sobre nós até o tempo “quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar”.


Fonte: Extraído da revista, À Maturidade, número 28 – Outono de 1996

Nenhum comentário:

Postar um comentário