sábado, 16 de janeiro de 2016

Salmo 150 - Charles H. Spurgeon



Temos atingido agora o último cume desta cordilheira dos Salmos. Ele se eleva à grande altura no claro azul do céu, e suas ladeiras estão banhadas pela luz do sol do mundo eterno da adoração. É um êxtase. O poeta profeta está cheio de inspiração e entusiasmo. Não discute, não argumenta, não ensina, não explica; mas grita com palavras em chamas, “Louvai-O, Louvai-O, Louvai ao Senhor” — C.H.S.
Todo o Salmo: O Salmo anterior termina com um coro de adoração a Deus, no qual o poeta chama a todo o povo, todos os instrumentos da música sagrada, todos os elementos e todas as estrelas, para que se unam a si mesmo. Final sublime desta obra de sessenta anos cantada pelo pastor, o herói, o rei e o ancião. Neste último salmo vemos o mesmo entusiasmo quase inarticulado do poeta lírico; as palavras se espremem em seus lábios com tal rapidez, flutuando para cima, para Deus, sua fonte, como a fumaça do grande incêndio da alma avivada pela tempestade! Aqui vemos a Davi, ou melhor, o próprio coração humano, com todas as notas de aflição, gozo, lágrimas e adoração que Deus lhe deu — poesia santificada em sua expressão mais elevada, um vaso de perfume derramado nos degraus do templo e espalhando sua fragrância desde o coração de Davi até ao coração de toda a humanidade — William Saw Plumer.
Todo o Salmo: O primeiro Salmo e o último têm o mesmo número de versículos, e os dois são curtos e memoráveis; porém, o objetivo dos mesmos é mui distinto; o primeiro Salmo é uma instrução elaborada com respeito ao novo dever, a fim de nos preparar para os confortos de nossa devoção; este é todo êxtase e arrebatamento, e talvez foi escrito com o propósito de ser uma conclusão destes cânticos sagrados, para mostrar qual é o desígnio de todos eles, a saber, o de nos ajudar na adoração a Deus — Matthew Henry.
Verso 2. Louvai-o conforme a excelência da sua grandeza. Não há nada que seja pequeno no que se refere a Deus, e não já nada grande aparte dEle. Se tivéssemos sempre o cuidado de fazer nossa adoração apta e apropriada para nosso grande Senhor, quando melhor cantaríamos! Com quanta mais reverência deveríamos adorar! Suas proezas excelentes requerem uma adoração excelente — C.H.S.
Verso 4. Louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta. Muitos homens, muitas mentes, e estas tão diferentes como instrumentos de cordas e flautas; porém, só há um Deus, e a este Deus todos nós devemos adorar. As flautas eram instrumentos de sopro de vários tipos, e os piedosos pastores as usavam para engrandecer ao Seu Deus — C.H.S.
Verso 3, 4, 5. Como disse Santo Agostinho sobre estes versículos: «Não se omite aqui nenhuma classe de faculdade. Todas estão alistadas na adoração a Deus». O sopro é empregado para soprar a trombeta; os dedos são usados nos instrumentos de cordas como o saltério e a harpa; e a mão inteira é empregada para golpear o adufe; os pés para se mover na dança; há instrumentos de corda; há o órgão (o ugab, syrinx) composto de muitos tubos, impondo combinação, e os címbalos, que ressoavam um sobre o outro — C. Wordsworth.
A pluralidade e a variedade destes instrumentos eram apropriadas para representar as diversas condições do homem espiritual, e a grandeza do gozo que se encontra em Deus, e para ensinar que o estímulo há de fazer dos afetos e potências de nossa alma, e de um para com o outro, para a adoração a Deus; que harmonia deve haver entre os que adoram a Deus, que melodia deve entoar cada um ao cantar a Deus com graça em seu coração, e para mostrar a excelência do louvor a Deus, que nenhum instrumento, ou meio de expressão qualquer, pode proclamar de modo suficiente — David Dickson.
Patrick tem uma nota interessante sobre os muitos instrumentos de música do Salmo 149, que podemos citar aqui: «Os antigos habitantes da Etruria usavam a trombeta; os arcádios, a buzina; os sicilianos, o pandeiro; os da Grécia, a harpa; os trácios, a corneta; os lacedemonios, a flauta; os egípcios, o tambor; os árabes, o címbalo (Clem. Paedag. ii. 4.)». Não podemos dizer que nesta enumeração de instrumentos musicais do Salmo há uma referência à variedade entre os homens no modo de expressar o gozo e estimular o sentimento? —Andrew A. Bonar.
Verso 3, 4, 5. Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. «Que tudo o que respira O louve»; isto é, todo ser vivo. Ele lhes deu fôlego; que este fôlego se transforme em louvor a Ele. Seu nome está composto no hebraico mais de fôlego do que de letras, para mostrar que todo fôlego provém dEle; portanto, que se use para Ele. Unamo-nos todas as criaturas viventes, no Salmo eterno. Pequenas ou grandes, não retenhamos nosso louvor. Que dia será quando todas as coisas, em todos os lugares, se unirem para glorificar ao único Deus vivo e verdadeiro! Este será o triunfo final da igreja de Deus — C.H.S.
Não há nada no Saltério mais majestoso ou mais formoso que este breve, porém significativo, final, no qual predomina a solenidade no tom, sem perturbar em nada o entusiasmo e alegria que a conclusão do Saltério tem por desígnio produzir, como se fosse uma alusão simbólica ao triunfo que espera a igreja e a todos seus membros quando, depois de muitas tribulações, entrarem em seu descanso — Joseph Addison Alexander.
Aleluia! Louvai ao Senhor. Uma vez mais, «Aleluia!». Assim termina o Salmo com uma nota de louvor; e assim termina o Livro dos Salmos com umas palavras de adoração extática. Leitor, não queres fazer uma pausa e adorar ao Senhor teu Deus? Aleluia! — C.H.S.
ALELUIA!



CONSELHOS PARA PREGADORES
Verse 1. Louvai a Deus no seu santuário.
1. Na sua santidade pessoal.
2. Na pessoa de Seu Filho.
3. No céu.
4. Na assembléia dos santos.
5. No silêncio do coração.

Verse 1-6.
 Deus deve ser louvado. Onde? (Salmos 150:1). Por quê? (Salmos 150:2). Como? (Salmos 150:3-5). Por quem? (Salmos 150:6). — C.A.D.


Verso 2.
 A excelência da sua grandeza. Em que a grandeza de Deus é especialmente excelente, e onde ela é mais bem vista?

Verso 2.
 Louvai-o pelos seus atos poderosos.
1. Para nós. Eleição. Redenção. Inspiração.
2. Em nós. A obra de iluminação e entendimento; purificação no coração; despertamento na consciência; submissão na vontade.
3. Por nós. Pensar através de nós; sentir através de nós; falar através de nós; operar através de nós. A Ele seja toda glória! — W.J.

Verso 2.
 Louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
1. Reverentemente, conforme a grandeza de Seu Ser.
2. Com gratidão, conforme a grandeza do Seu amor.
3. Retrospectivamente, conforme a grandeza de Seus dons.
4. Prospectivamente, conforme a grandeza de Suas promessas — W.J.


Verso 2.
 O que a exortação requer.

1. Que os homens estudem as obras de Deus, e observem a glória de Deus nelas.
2. Que eles meditem em Sua grandeza até que percebam Sua excelência.
3. Que eles abertamente proclamem a honra devida a Ele.
4. Que eles não contradigam em suas vidas o louvor que eles proferem — J.F.


Verse 3. Louvai-o ao som de trombeta.

1. Quando você luta.
2. Quando você vence.
3. Quando você se reúne.
4. Quando você proclama Sua Palavra.
5. Quando você recebeu o Jubileu.


Versos 3-6.

1. A variedade dos serviços primitivos de adoração requeria sérios gastos; consagração de grandes talentos; duro e constante trabalho.
2. As lições de tais serviços.
a) Deus deve ser adorado como Rei.
b) Os esforços dos melhores gênios são Seus justos tributos.
c) Nem toda a habilidade humana pode colocar uma oferta digna dEle aos Seus pés.

3. A alma e a essência da verdadeira adoração.
4. Os requerimentos de Deus para a adoração nos dias presentes — W.B.H.

Verso 6.

1. O augusto Doador da “vida, do fôlego e de todas as coisas”.
2. O uso devido e verdadeiro dos dons da vida.
3. O envolvimento resultante da terra na atmosfera consagrada, e milhares de aleluias — W.B.H.

Verse 6. O final do saltério, considerado como um desejo, uma oração e uma exortação.
1. Como um desejo, ele percebe a glória devida a Deus, a adoração que enobrece o homem, a disposição do coração que deveria fazer de todo o mundo uma santa irmandade.
2. Como uma oração, ele busca a derrocada de toda superstição, o espalhar universal da verdade e a conversão de toda alma.
3. Como uma exortação, ele é simples, pertinente, puro em sua piedade, perfeito em sua caridade — J.F.

ALELUIA!



Fonte: O texto acima traduzido são pequenos excertos do comentário do Salmo 150do livro Treasury of David, no qual Spurgeon comentou todos os salmos e reuniu diversos e excelentes comentários de outros comentaristas, teólogos e pastores. O comentário completo e original deste salmo e de todos os outros pode ser acessado clicando-se aqui.
Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 09 de Novembro de 2004. (monergismo)
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