segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Habitação e o Derramamento do Espírito Santo por Charles Haddon Spurgeon


[No capítulo onde se encontra a citação abaixo, Lloyd-Jones está falando sobre o testemunho do Espírito com o nosso espírito e sobre quando ele é dado]
[...]
Spurgeon pregou um sermão sobre João 7:37-39 e João 16:7 (The Indwelling and Outflowing of the Holy Spirit), na manhã do dia 28 de maio de 1882, e entre outras coisas disse:
“Será que não me alegra ter neste auditório alguns que querem pedir imediatamente (esta bênção)? Oro no sentido de que alguns que nunca receberam o Espírito Santo, agora, enquanto estou falando, sejam levados a orar: “Bendito Espírito, visita-me, leva-me a Jesus”.
(Aqui ele está se referindo a incrédulos que nunca receberam o Espírito de alguma forma, e os exorta a orarem ali e naquela hora, enquanto ele estava pregando.) E então ele continua:
“Mas especialmente àqueles de vocês, que são filhos de Deus, a vocês esta promessa é feita especialmente”.
(Ele se refere à promessa desta bênção do Espírito que leva a rios de água viva, fluindo do ser interior do crente.)
“Peça a Deus que faça de você tudo o que o Espírito de Deus pode fazer de você, não apenas um crente satisfeito, que bebeu só para si, porém um crente útil, que transborda de bênçãos para a vizinhança. Vejo aqui muitos amigos que vieram do interior para passar suas férias em Londres. Que bênção seria, se eles voltassem transbordantes para as suas respectivas igrejas; pois há muitas igrejas que precisam ser inundadas; estão secas como chão de celeiro, e pouco orvalho cai sobre elas. Ah se fossem inundadas! Que coisa maravilhosa é uma enchente! Desçam ao rio, olhem da ponte e vejam as barcaças e outras embarcações na lama. Nem todos os cavalos do rei, e nem todos os homens do rei são capazes de arrastá-las para o mar alto; ali estão elas, mortas e imóveis como a própria lama. Que haveremos de fazer com elas? Que máquinas poderão movê-las? Teríamos entre nós algum grande engenheiro capaz de planejar um esquema que possibilite levantar esses barcos e fazê-los descer até à foz? Não, não se pode fazer isso. Esperem pela maré alta! Que transformação! Cada embarcação anda sobre a água como algo vivo. Que diferença entre a maré baixa e a alta. Não se pode ativar os barcos quando a água se foi, mas quando a maré alta está em sua plenitude, vejam como eles se movem prontamente, tanto que até uma criança pode impeli-los com sua mão. Ah, (quanto anseio) por um dilúvio da graça! Queira o Senhor enviar a todas as nossas igrejas uma grande maré de águas vivas! Então os indolentes serão suficientemente ativos, e os que estavam meio mortos se encherão de energia. Sei que nessa doca particular jazem vários barcos que eu gostaria de fazer flutuar, entretanto eu não posso movê-los. Eles não trabalham para Deus, nem comparecem nas reuniões de oração”.
(Vocês ouviram isso?)
“nem tampouco dão coisa alguma dos seus bens para a propagação do evangelho”.
(Todavia, ele os considera como cristãos)
“Se a enchente viesse, vocês veriam o que eles são capazes de fazer: seriam ativos, fervorosos, generosos, abundantes em toda boa palavra e obra. Oxalá seja assim! Oxalá comecem a jorrar fontes em todas as nossas igrejas, e todos os que agora me ouvem partilhem das torrentes! Ah, que o Senhor agora encha cada um de vocês e o envie de volta para casa levando consigo uma enchente da graça. Parece estranho falar de um homem levando uma enchente para casa, e, contudo, espero que seja assim mesmo, e que de você jorrem rios de água viva. Que Deus nos conceda tal bênção, por amor de Jesus. Amém”.
Acrescento o meu próprio “Amém”, e nada mais. Seja assim conosco, individualmente, seja assim conosco como igrejas e como conglomerados de pessoas. 


Fonte: Os Filhos de Deus”, D. M. Lloyd-Jones, Editora PES. Páginas 422-424. (monergismo)
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